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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

OIBI realiza oficina de projeto político-pedagógico em escolas de nível médio Baniwa



André Baniwa (de vermelho) em evento realizado em São Gabriel da Cachoeira. Foto: Arquivo/Seind

No período de 18 a 23 deste mês, o município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus) será sede da Oficina de Elaboração do Projeto Político-Pedagógico para as Escolas Estaduais de Ensino Médio Baniwa. Aproximadamente 50 indígenas (dez de cada escola) são esperados no evento, que é promovido pela Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI). 

O projeto é resultado de um longo debate e estudos feitos pela Escola Pamáale sobre os idosos do Içana e afluentes, que culminaram com a realização do 5º Encontro de Educação Baniwa e Coripaco, no início de junho, na comunidade Tunui Cachoeira. Na ocasião, os indígenas propuseram ao Governo do Estado, a criação de quatro escolas estaduais de ensino médio baniwa. A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) tem acompanhado e participado do processo de discussão.

De acordo com o presidente da OIBI, André Baniwa, a proposta de criação das escolas abrange não somente à questão da educação, mas também à gestão ambiental, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, empreendedorismo e outros conhecimentos fundamentais, que serão eleitos na oficina para que se tornem missão institucional nas escolas de ensino médio em questão.

“A região do rio Negro é pioneira em discutir a educação escolar indígena brasileira de ensino médio, fundamental e superior”, destacou André Baniwa. “Temos um projeto de produção de conhecimento intercultural, que valoriza e fortalece os conhecimentos indígenas e não indígenas, com ciência e tecnologia, e por isso é importante que o governador oficialize, por meio de decreto, essas escolas, que já funcionam como anexos há mais de cinco anos”, sugeriu o titular da OIBI.

A previsão é de que as escolas atendam há cerca de mil estudantes, filhos Baniwa e Coripaco, anualmente.    

Além da Seind a oficina em São Gabriel da Cachoeira também terá o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Coordenadoria  de Associações  Baniwa  e  Coripaco (CABC), Instituto  Socioambiental (ISA), Secretaria Municipal de Educação e Cultura do município (Semec) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), representada pela Coordenação Regional do Rio Negro.

Protagonista
A OIBI foi fundada em 1992 e é protagonista no movimento pela educação escolar Baniwa e Coripaco. Por meio de encontros, a entidade criou e implantou a Escola Baniwa e Coripaco no ano de 2000; influenciou a criação de Magistério Indígena em São Gabriel da Cachoeira; e agora, depois de 14 anos, voltou a realizar o 5º Encontro de educação Baniwa e Coripaco em 2013.

“Nosso foco é a criação das Escolas Estaduais de Ensino Médio Baniwa e, por isso, já demos entrada no protocolo junto à Casa Civil, em busca de apoio do governo”, ratificou André Baniwa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Novas turmas em cursos técnicos são oferecidas a indígenas pelo Governo do Amazonas


Indígenas no curso Técnico de Enfermagem. Foto: Chico Batata/Cetam


No próximo domingo (dia 10), o Governo do Amazonas realiza o exame de seleção para os cursos técnicos que serão oferecidos aos indígenas no início de 2014. Por meio da parceria entre a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), o certame disponibiliza 250 vagas para o interior do Estado, sendo 160 de Técnico em Enfermagem, com benefício direto para os polos de Boca do Acre (50), Tapauá (30), São Paulo de Olivença (30) e Tefé (50). 

Também são oferecidas 40 vagas de Análises Clínicas para São Paulo de Olivença, além de 50 de Saúde Bucal para Tefé (a 525 quilômetros de Manaus), onde os cursos  beneficiarão os indígenas do próprio município e de Alvarães, Uarini, Maraã e Fonte Boa. 

As inscrições para o certame começaram no dia 23 de setembro e foram encerradas em 1º de outubro. As provas terão apenas uma etapa e serão realizadas nos endereços citados no edital, com início às 9h, no domingo. Ao todo são 40 questões objetivas, nas disciplinas Língua Portuguesa, Matemática, Biologia e Química. 

O concurso terá a duração de três horas e os gabaritos serão publicados no site HTTP://www.cetam.am.gov.br, até 24 horas após a realização das provas.  

Qualidade de vida
A realização do concurso atende às solicitações feitas à Seind pelas próprias comunidades envolvidas. A Seind atua como articuladora no processo junto aos indígenas, enquanto o Cetam é o responsável pelas inscrições, confecção, realização das provas e dos cursos, numa ação conjunta viabilizada dentro da câmara técnica Melhoria da Qualidade de Vida dos Povos e Comunidades Indígenas, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Em abril deste ano, o Cetam já havia aberto 3,6 mil novas vagas de cursos Técnicos e de Especialização Técnica de Nível Médio para Manaus e mais 28 municípios do interior, em continuidade à ampliação do projeto Oportunidade & Renda em todo o Estado do Amazonas.   

Gratuito
A exemplo dos demais, o curso destinado aos indígenas será gratuito e a entrega de documentos para a efetivação da matrícula deverá ser realizada no período de 29 a 31 de janeiro de 2014, no horário das 8h às 12h e das 14h às 17h, nos endereços especificados no próprio edital. Além da disponibilidade do horário diurno para o cumprimento das aulas teóricas, os alunos deverão participar das aulas práticas e do estágio supervisionado, que são componentes curriculares obrigatórios.   
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Programação dos cursos
CURSO
VAGAS OFERECIDAS
MUNICÍPIO POLO
HORÁRIO
Técnico em Enfermagem

         50
Boca do Acre
Matutino
Técnico em Enfermagem

         30
Tapauá
Noturno
Técnico em Enfermagem

         30
São Paulo de Olivença
Noturno
Técnico em Enfermagem
(*)
         50
Tefé
Noturno
Análises Clínicas
         40
São Paulo de Olivença
Noturno
Saúde Bucal (**)
         50
Tefé
Noturno
(*) (**) O curso atenderá a indígenas de Tefé, Alvarães, Uarini,
Maraã e Fonte Boa
Fonte: Cetam

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Grupo de trabalho será criado para socializar propostas de melhoria na educação superior indígena no Estado


Alguns dos participantes do seminário realizado durante dois dias em Manaus. Fotos: Isaac Júnior (Ascom/Seind)

Com a participação das principais instâncias representativas da sociedade, inclusive o Ministério Público, um grande encontro estadual para discutir a política de ensino superior no Estado do Amazonas deverá ser realizado no início de 2014 em Manaus. A proposta foi lançada nesta sexta-feira (dia 1º), durante o encerramento do seminário “Novos Caminhos para Consolidar as Políticas Afirmativas dos Povos Indígenas do Amazonas”. 

O objetivo é criar um núcleo de apoio que preste atendimento aos estudantes indígenas e que discuta a política de ensino superior em todos os níveis. 

O grupo de trabalho que tentará socializar as propostas de melhoria na educação superior indígena no Estado do Amazonas será formado por representantes de instituições públicas como a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam), Universidade do Estado do Amazonas e Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

Após dois dias de discussão, o seminário realizado em Manaus organizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Seind, reuniu acadêmicos, ex-acadêmicos e representantes de instituições ligadas à educação superior indígena.
Discussão nos grupos definiram algumas propostas
Os participantes também sugeriram que sejam realizadas várias audiências públicas na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM), com a participação da UEA, no sentido de promover um maior envolvimento dos estudantes no debate, além de uma abertura para consulta sobre acesso ao conhecimento, entre outras questões.

“Todas as propostas apresentadas no seminário serão sintetizadas pela Seind e encaminhadas para o governador, a Assembleia Legislativa e demais instituições”, informou o titular do órgão, Bonifácio José Baniwa.
Outro grupo que participou das discussões no auditório do Sindipetro/AM
Os estudantes propuseram, ainda, que a Seind promova outros encontros nos mesmos moldes desse que foi realizado no auditório do Sindipetro/AM, em Manaus, para que possam entender qual o projeto do movimento indígena, que envolve não somente a educação, mas também saúde, terra, desenvolvimento sustentável e outros. 
Detalhes da presença dos participantes no segundo e último dia do seminário