Secretário Bonifácio (à esq.) e técnicos da Seind responderam a questinamentos em torno do projeto. Fotos: Divulgação/Seind |
Por: Isaac Júnior
O Projeto de Gestão Ambiental para o Desenvolvimento
Sustentável das Terras Indígenas do Amazonas está em fase final de análise pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pode começar a
ser executado a partir deste ano. A previsão é dos próprios técnicos da
instituição e foi anunciada nesta terça-feira (5), em reunião realizada na Secretaria
de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e que serviu para que fossem
efetuados os questionamentos presenciais do projeto.
Apresentado em novembro de 2011 pelo Governo do
Amazonas para a obtenção de recursos do Fundo Amazônia, estimados atualmente em
R$ 18 milhões, o projeto da Seind deverá ser executado durante três anos em 15
municípios, distribuídos em cinco regiões e 26 terras indígenas. “É uma
iniciativa que faz parte do Programa Amazonas Indígena e está relacionada às
políticas de etnodesenvolvimento do governo estadual”, informou o secretário da
Seind, Bonifácio José Baniwa.
As ações estarão voltadas para o controle,
monitoramento ambiental; zoneamento ecológico e econômico; conservação e uso
sustentável da biodiversidade, entre outros. A proposta é beneficiar 7,4 mil
indígenas de forma direta e 39 mil indiretamente. “O objetivo é promover a
gestão ambiental das terras indígenas, com apoio às atividades produtivas
sustentáveis e, consequentemente, à geração de renda e inclusão social”,
destacou Bonifácio.
O BNDES foi representado na reunião (a terceira
desde 2011) pelo gerente de Atividades Produtivas Sustentáveis e Áreas
Protegidas, Guilherme Arruda Accioly; o administrador Gil Borba, que trabalha
para o Fundo Amazônia no fomento e análise dos projetos; e a advogada Natália
Farias, também da Gerência de Atividades Produtivas Sustentáveis. Após ouvirem
todas as explicações acerca do projeto, eles ficaram de fazer o detalhamento do
que foi proposto e submetê-lo à análise da diretoria do banco. “Pode ser
executado em abril ou pode demorar um pouco mais. Quanto menos gargalo,
melhor”, observou Natália. “Precisamos detalhar pontos como as metas de
execução, condições contratuais, exigências legais e verificar as licenças
necessárias para que eles vejam a viabilidade de executar o projeto”,
acrescentou Gil Borba.
Gerente de Atividades Produtivas Sustentáveis e Áreas Protegidas do BNDES, Guilherme Arruda Accioly (à direita), ouve explicações de Zuza Cavalcante, da Seind (à esquerda) |
Termos
de anuência
A Seind realizou várias consultas às comunidades e
encaminhou termos de anuência por meio das organizações regionais para execução
do projeto. A seleção das áreas e atividades prioritárias obedeceu às demandas
recebidas e o potencial produtivo de cada região, além de levar em conta como
prioridade, as regiões onde há iniciativas de sustentabilidade em andamento e
que carecem de fomento.
Técnicos do BNDES, Natália Farias e Gil Borba também tiraram dúvidas sobre projeto |
Ações
conjuntas
A exemplo das coordenações regionais da Funai, todas
as instituições parceiras citadas no projeto foram consultadas por meio de
reuniões do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a
Fundação Nacional do Índio (Funai) para a realização de ações conjuntas.
Entre os parceiros está o Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio às
atividades de formação de agentes ambientais, controle e monitoramento das
terras indígenas.
Ainda no campo da formação profissional está
prevista a realização de 119 cursos, entre os quais os de Arrais Amador e
Georreferenciamento, com apoio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas
(Cetam); e os de olericultura, fruticultura e piscicultura, em parceria com o
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Secretário adjunto, José Mário Mura (ao centro) também participou das discussões |
Para a comercialização dos produtos, o projeto
deverá ser apoiado por instituições como a Secretaria de Estado do Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e a Agência de Desenvolvimento
Sustentável do Amazonas (ADS).
A Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e
o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado
do Amazonas (Idam) deverão entrar com a assistência técnica especializada. Já a
Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) deverá ficar responsável pela
elaboração dos projetos de engenharia e arquitetura, como também a possível
execução de obras.
Termo
de Cooperação
O projeto da Seind também prevê a formalização do
Termo de Cooperação Técnica com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que
irá propiciar o ordenamento, fortalecimento e fomento das atividades de
piscicultura e manejo de recursos pesqueiros.
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