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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Projeto de atendimento jurídico na Seind recebe visita de auditor e concorre a prêmio nacional

Da esquerda para a direita: Amarildo Machado (assessor/Seind), Cássio Loula (procurador federal), Édson Lobão (gerente do Dapi), Ozenete De Mozzi (chefe de Gabinete), Elcilene Colares (assessora jurídica da DPE), José Mário Mura (secretário adjunto da Seind), Geraldo Vinícius dos Santos (auditor do Prêmio Innovare para o Estado do Amazonas) e Bonifácio José Baniwa (secretário da Seind). Fotos: Divulgação/Seind  

Por: Isaac Júnior


A pouco menos de dois meses de completar dois anos, o projeto de Atendimento Jurídico Centralizado e Integrado aos Indígenas em Manaus já é referência nacional e concorre à nona edição do Prêmio Innovare. Nesta sexta-feira (10), o auditor do prêmio para o Estado do Amazonas, o advogado gaúcho Geraldo Vinícius dos Santos, 30, esteve na Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) para avaliar a prática e coletar dados do projeto, que serão repassados por ele à comissão julgadora do concurso, em Brasília.  

O Prêmio Innovare é realizado todos os anos com o objetivo de identificar, premiar e disseminar práticas inovadoras realizadas por magistrados, membros do Ministério Público (estadual e federal), defensores públicos e advogados públicos e privados de todo o Brasil, que estejam aumentando a qualidade da prestação jurisdicional e contribuindo com a modernização da Justiça brasileira. Os vencedores deste ano serão conhecidos em dezembro.

Idealizado e inscrito no prêmio pelo procurador chefe federal, Bruno Júnior Bisinoto, o projeto de atendimento jurídico aos indígenas em Manaus é executado desde o dia 14 de outubro de 2010, de segunda a sexta-feira, graças ao Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Governo do Amazonas (por meio da Seind) com a Defensoria Pública da União no Amazonas (DPU), a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE) e a Procuradoria Federal no Estado do Amazonas. “Com o atendimento, os indígenas têm um ponto de referência, já sabem a quem recorrer, ou seja, é um projeto que está dando certo”, destacou o secretário da Seind, Bonifácio José Baniwa.
Procurador Bruno Bisinoto (esq.), ao lado do secretário Bonifácio José, na assinatura do Termo de Cooperação com a Seind, em abril de 2010

No Departamento de Atendimento aos Povos Indígenas (Dapi), Geraldo Vinícius fez elogios ao projeto e até deu algumas sugestões para melhorá-lo. “Essa iniciativa de cada instituição parceira e dos servidores é louvável, pois além de identificar os problemas, une forças por meio das parcerias para resolvê-los”, afirmou. “A OAB Cidadã é um projeto que poderia muito bem fazer parte desse processo, quem sabe não possamos ter uma OAB Cidadã Indígena?”, sugeriu o auditor.
Geraldo dos Santos (esq.) recebe informações sobre o projeto, do procurador Cássio Loula e da assessora Elcilene Colares, com Édson Lobão ao fundo

NÚMEROS
De acordo com dados divulgados pelo Dapi, até esta sexta-feira foram realizados 514 atendimentos, sendo 332 até o fim de 2011 e 182 em 2012, até o momento. Os indígenas recebem auxílio em causas comuns como homicídios, lesões corporais, pensão alimentícia, benefícios previdenciários, entre outros.

O atendimento gratuito aos indígenas é feito de segunda a quinta-feira (triagem) e às sextas-feiras na Seind, pelo gerente do Dapi, Édson Lobão; a assessora jurídica da DPE, Elcilene Colares; os procuradores federais, Cássio Loula e Manoel Guerra; e pelo técnico da DPU, Cristovão Murilo. A Seind funciona na rua Bernardo Ramos, Centro, ao lado do prédio antigo da Prefeitura Municipal de Manaus.
Assessora jurídica da DPE, Elcilene Colares, no atendimento aos indígenas

DESAFIOS
Um dos maiores desafios do Dapi é levar o atendimento que hoje é realizado em Manaus, também ao interior do estado. Apesar da falta de recursos para que isso seja concretizado, o projeto tem obtido resultados positivos na capital amazonense. Dos casos que chegam à Seind, aproximadamente 80% são resolvidos no próprio local e não precisam ser encaminhados a outras instituições. “A ideia é aumentar o número de parceiros, para que facilite a prestação dos serviços”, informou Édson Lobão. “Na semana passada, teve uma indígena que disse que passou a acreditar na Justiça e nas instituições públicas, por conta do atendimento que recebeu aqui no Dapi”, ressaltou a assessora jurídica Elcilene Colares.  
Após a conversa com o secretário, o auditor disse que teve boa impressão do projeto e disse que enviaria o relatório a Brasília nesta sexta-feira mesmo
   

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